Gente que não sente dor - já ouviu falar?
- 6 de abr. de 2018
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Existe uma alteração rara que se chama analgesia congênita ou insensibilidade congênita, que de tão rara, as estatísticas em 2015 mostravam que menos de 50 pessoas em todo o mundo eram acometidas. Biologicamente falando, ocorre uma alteração em um gene que promove diminuição do fator de crescimento necessário para que as fibras nervosas da dor se desenvolvam.
Por ser de baixíssima incidência, não existem tantos estudos sobre ela.
E ao contrário do que muita gente deve pensar, não sentir dor quando se tem analgesia congênita não é nada bom, isso porque a pessoa pode se machucar, se ferir, ter até mesmo uma fratura e por não sentir nada, acaba não tomando providências e a situação pode se agravar, assim, ela só vai procurar ajuda médica depois que vê algum sinal, um inchaço por exemplo.
A dor tem sua importância, ela é um sinal de alerta, um mecanismo de defesa, de proteção do organismo. Ela nos mostra quando tem algo de errado no nosso corpo indicando que precisamos procurar orientação adequada e tomar os cuidados necessários para que possamos manter a saúde.
Todo mundo quer viver sem dor não é mesmo? Mas no caso da analgesia congênita, bom mesmo seria ter uma dorzinha pra poder correr e já se cuidar.
Já imaginou uma pessoa com analgesia congênita ter uma hérnia de disco que só progride, só aumenta, sem sentir nada e só procurar ajuda quando começar a perder a força, por já estar em um estado bem avançado?
Pois é, por isso, você deve valorizar seus sintomas, eles dizem quando seus cuidados precisam ser mais intensivos, dê mais atenção a sua dor, e procure tratamento. Não é ruim precisar de cuidados, pelo contrário, deve ser um privilégio poder sentir e e receber o tratamento que você merece.





















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